Análise revela que a incidência de exames realizados pelo sexo feminino em relação ao masculino é ainda maior na fase adulta e na terceira idade

Algumas pesquisas de mercado afirmam que os homens estão cada vez mais cuidadosos com a aparência e qualidade de vida. Na realidade, todos esses fatores são preocupações antigas do sexo feminino, que, tradicionalmente, é mais atento com o seu próprio organismo e também com o bem-estar de toda a família. Em estudo realizado pela Diagnósticos da América S. A. os especialistas médicos puderam constatar que as mulheres realizam mais exames, principalmente na idade adulta, do que os homens.

De acordo com o Ministério da Saúde, no Sistema Único de Saúde (SUS), a cada oito consultas ginecológicas acontece apenas uma urológica. Segundo o Dr. Odilon Denardin, gestor de desenvolvimento de novos produtos da Dasa, os principais motivos que fazem as mulheres procurarem mais os médicos e realizar mais exames são a importância da prevenção do câncer de mama, o acompanhamento da idade reprodutiva e da menopausa e os cuidados com doenças coronárias e problemas hormonais.

Porém, a pesquisa também revelou que a proporção de homens e mulheres que realizam exames não é sempre desigual. Segundo o estudo, até os nove anos de idade, principal período em que as crianças dependem dos pais para cuidar da saúde, meninos e meninas passam por testes em quantidades iguais.

A partir dos 10, até os 19 anos, o estudo constatou o início do aumento, ainda discreto, de exames realizados pelo sexo feminino. Nesse período, a relação é de 1,3 testes em mulheres para cada 1 exame em homens. Após os 20, até os 40 anos de idade, se inicia uma projeção acentuada. Nessa fase, para cada teste realizado no sexo masculino, de 2,5 a 2,8 são efetuados em mulheres. “Depois dos 40 anos há diferença entre os sexos permanece em constante crescimento”, comenta Dr. Denardin.

Segundo as informações da pesquisa, depois dos 70 anos de idade a disparidade é ainda maior. “Especialistas acreditam que o aumento de testes em mulheres se amplia na terceira idade devido à sobrevida do sexo feminino que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é maior que a do sexo masculino nessa faixa etária”, afirma Dr. Denardin.

Outro dado importante avaliado pela Dasa é que entre os dez principais exames gráficos e de imagem, o que não inclui procedimentos de análises clínicas como os de sangue e urina, realizados nas 20 marcas da empresa em 13 estados brasileiros, os quatro primeiros em frequência são realizados exclusivamente por mulheres: ultrassonografia pélvico, ultrassonografia de mamas, mamografia e colposcopia.

Os seguintes seis procedimentos mais executados por toda a empresa são solicitados por ambos os sexos, mas também há prevalência do feminino como no caso da densitometria óssea, para avaliar osteoporose. “As possíveis explicações para esse fato estão relacionadas, não só com o maior cuidado feminino, mas também com a necessidade de realização de exames para controle de situações que envolvem apenas as mulheres, como as gestações e o pré-natal”, diz Dr. Denardin.

 

 

Fonte: Lavoisier Medicina Diagnóstica