No mês das crianças, o Instituto de Olhos do Recife lembra que pais devem procurar o oftalmologista desde o nascimento do bebê e fazer consultas regulares na infância. 

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Para alívio das mamães, o Teste do Olhinho é fácil, não causa dor e é muito rápido. Apesar de ser bem simples, o procedimento ajuda a detectar precocemente uma série de anomalias na visão, possibilitando seu tratamento ainda nos primeiros dias de vida. “Por meio do teste conseguimos prevenir e diagnosticar doenças como a retinopatia da prematuridade, catarata congênita, retinoblastoma, glaucoma, infecções, traumas de parto e a cegueira”, explica a Dra. Ana Carolina Collier, especialista em oftalmopediatria.

Outras patologias que podem ser diagnosticadas no teste do olhinho são as anisometropias (grande diferença de grau entre os olhos), bem como a obstrução congênita do canal lacrimal, que em 95% dos casos é tratada clinicamente através de massagens. O teste é realizado com um aparelho chamado oftalmoscópio, que é tipo uma lanterninha, de onde sai uma fonte de luz para observar o reflexo que vem das pupilas. “Quando a retina é atingida por essa luz, os olhos saudáveis refletem tons de vermelho, laranja ou amarelo. Já quando há alguma alteração, não é possível observar o reflexo ou sua qualidade é ruim, esbranquiçada”, explica a Dra Ana Carolina. A comparação dos reflexos dos dois olhos também fornece informações importantes, como diferenças de grau entre olhos. Já a descontração do reflexo de luz pode indicar estrabismo.

Bebês prematuros merecem atenção redobrada, pois podem desenvolver retinopatia da prematuridade, uma das principais causas de cegueira evitável no mundo. “Os pais devem levar a criança para realizar exames de rotina para evitar a progressão da doença”, orienta a
oftalmologista. Para se descobrir o retinoblastoma, um dos mais comuns tumores oculares da infância, um dos sinais que pode ser observado pelos pais é a pupila branca (leucocoria). A médica explica que se tratado precocemente, há uma alta incidência de cura. Vale lembrar que, desde junho de 2010, o pagamento do teste do olhinho por todos os planos de saúde é
obrigatório, sob determinação da Agência Nacional de Saúde.

Infância

Aproximar-se demais dos objetos, coçar os olhos, lacrimejar, ter dor de cabeça constante. Esses são típicos sinais de que uma criança pode estar com alguma deficiência na visão. Frequentemente, durante a fase escolar, percebe-se que crianças apresentam algum problema na visão. “É importante que os pais tenham a iniciativa de levar os filhos ao médico, porque, na maioria das vezes, eles não reclamam de nada. Uma criança pode passar um ano com rendimento ruim na escola, e, na visita ao oftalmologista, descobre-se que ela tem alguma doença”, explica a oftalmopediatra Dra. Ana Carolina Collier.

“Até os 6 anos de idade, é recomendado que a criança vá ao oftalmologista anualmente. Até os 3 anos, o teste é mais subjetivo, pois a criança não informa o que sente, porém podemos diagnosticar os problemas através de exames específicos para essa faixa etária”, diz a médica.
Dependendo do caso, o pequenino deve voltar ao consultório com frequência maior.

Doenças mais comuns, como erros refracionais ou, como são mais conhecidos, astigmatismo, miopia ou hipermetropia, são as principais causas das idas ao oftalmologista. Um dos problemas mais diagnosticados também é o estrabismo, que quando não tratado adequadamente e no tempo certo, pode ser uma das principais causas de cegueira monocular.

Quando um olho desvia, para a criança não ver em duplicidade, o cérebro lança mão de um mecanismo chamado supressão, ou seja, ele apaga a imagem do olho desviado e com isso ele irá desenvolver menos visão por falta de uso. “Isso é o que chamamos ambliopia, olho
anatomicamente normal e que não desenvolve visão por falta de estímulos”, explica a médica. O tratamento é feito à base de oclusão (tampão) do olho bom para forçar o desviado a enxergar. Porém, esse tratamento só será eficiente até aproximadamente 8 a 10 anos, pois a partir daí o cérebro não responderá mais ao estímulo.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Instituto de Olhos do Recife (IOR)