Expedição do Projeto Olhos do Xingu prevê cerca de 500 consultas médicas e intervenções cirúrgicas à população indígena

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Quatro aldeias do Parque Indígena do Xingu (MT) serão beneficiadas pela ação voluntária, que contará, mais uma vez, com o apoio institucional da ZEISS

O Projeto Olhos do Xingu, idealizado pela Associação Médicos da Floresta, iniciou uma nova expedição voluntária. Para dar continuidade ao trabalho de mapear o Parque Indígena do Xingu, a Ação Afukury, terceira do projeto, acontece até 06 de dezembro. Quatro aldeias dentro do Parque, que fica localizado na região norte do Mato Grosso, serão atendidas. São elas Barranco Queimado, Caramujo, Paraiso, Tanguro, Afukury e Lahatua, às margens do Rio Kuluene. A ZEISS apoia o projeto desde sua idealização e, para esta expedição, cedeu um IOL MASTER e uma lâmpada de fenda SL 120, que foram utilizados ativamente durante os procedimentos.

"Realizamos diversas viagens preparatórias, incluindo equipe médica e de logística, para alinhamento das ações com as lideranças locais e órgãos federais de atenção à saúde indígena", explica o Dr. Celso Takashi Nakano, fundador da Associação médicos da Floresta e um dos idealizadores do projeto Olhos do Xingu. "Durante esses oito dias, realizaremos consultas clinicas, oftalmológicas e entrega de óculos nessas aldeias".

O objetivo dos doze voluntários confirmados é a realização de cerca de 450 consultas oftalmológicas, além de mais de 200 consultas clínicas, e a distribuição gratuita de 150 pares de óculos. A equipe, conforme nas expedições anteriores, será formada por profissionais da área de saúde, incluindo Oftalmologia, Clínica Médica, tecnólogos em Oftalmologia e participam, também, profissionais de outras áreas estratégicas, como Gestão, Logística e Engenharia. O projeto tem como principal objetivo proporcionar cuidados oftalmológicos com equipamentos de alta tecnologia para a população indígena de cidades e aldeias distantes e de difícil acesso. Para chegar a essas áreas, a expedição utiliza carros, barcos e aviões. Os atendimentos e exames acontecem nas próprias aldeias onde são montados os equipamentos e estrutura para a realização destas consultas. A Associação Médicos da Floresta tem como missão contribuir para a melhoria das condições de vida e a participação social em comunidades remotas.

"Nossa equipe, que participa de forma voluntária, depende do apoio de instituições privadas que se identificam com a causa e apoiam o nosso trabalho, como é o caso da ZEISS", explica Frank Hida, coordenador logístico e fundador da Associação.

Expedições anteriores

A ação intitulada Leonardo, primeira do projeto, aconteceu em maio deste ano e possibilitou o atendimento e triagem de 65 pacientes cirúrgicos. A segunda, Ação Canarana-Kuluene, aconteceu em julho e foi mais expressiva: 471 consultas oftalmológicas realizadas, 105 óculos entregues e mais de 30 cirurgias de catarata e pterígio realizadas.

População indígena

O oftalmologista Dr. Celso Takashi Nakano explica que a população indígena tem, por conta de seus hábitos, chances maiores de desenvolver problemas oculares. "A incidência solar é muito alta na região do Xingu e não existe o hábito de proteger os olhos ou a pele. Isso acelera processos de envelhecimento natural de estruturas dos olhos. A catarata e o pterígio aparecem mais cedo e de maneira mais agressiva. Além de ter mais chances de desenvolver essas condições, a população tem menos acesso aos possíveis tratamentos. Levando tudo isso em conta, percebemos que um projeto social que atendesse essa demanda seria relevante e positivo", conclui o Dr. Takashi.

Médicos da Floresta

A Associação é uma entidade civil sem fins lucrativos, fundada por médicos e gestores com muitos anos de experiência na prestação voluntária de serviços de saúde em comunidades indígenas localizadas em áreas de difícil acesso. Conta hoje com uma equipe multidisciplinar de voluntários, incluindo profissionais das áreas de saúde, engenharia, administração e direito. Tem como missão buscar e promover a qualidade de vida e inclusão social das comunidades carentes por meio de ações inovadoras na área da saúde, infraestrutura e educação.

 

 

 

 

Fonte: Assessoria de Comunicação ZEISS