Procedimento único é realizado no momento da cirurgia e tem como objetivo eliminar possíveis células malignas após a retirada do tumor

O câncer de mama é o que mais acomete as mulheres, tanto no Brasil quanto no mundo, e representa 28% dos novos casos registrados anualmente, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). A condição, que pode ser assintomática e silenciosa, tem diversas opções de tratamento, que variam de acordo com o estágio da doença e podem consistir em intervenção cirúrgica, quimioterapia e radioterapia. O tratamento radioterápico deste tipo de câncer é administrado após a cirurgia e tem como objetivo destruir ou inibir o crescimento das células anormais, responsáveis pela formação dos tumores.

O INTRABEAM®, tecnologia exclusiva da empresa alemã ZEISS, chegou ao Brasil em 2013 apresentando uma novidade: diferentemente do procedimento convencional, que pode durar semanas, a radioterapia é intraoperatória, ou seja, feita logo após a remoção do tumor, ainda durante a cirurgia, em uma única aplicação. O procedimento é realizado em uma única sessão, por meio de um acelerador linear miniaturizado com um feixe de fótons de baixa energia, e tem duração média de 20 a 30 minutos.

Dr. Ézio Novais, médico responsável pelo serviço de mastologia do Hospital São Rafael, em Salvador (BA) – onde o primeiro aparelho foi instalado pela ZEISS – explicou o processo de maneira objetiva. “Durante o procedimento, a posição do tumor é calculada e ele é removido. Feito isso, o INTRABEAM® é posicionado na cavidade para a realização do tratamento. Em seguida, o aplicador é removido e a incisão fechada.”

O INTRABEAM® é destinado a pacientes com câncer de mama que se encontram no estágio inicial da doença. Atualmente, a radioterapia intraoperatória tem ajudado a evitar exposição desnecessária à radiação, o qual limita o tratamento à porção da mama onde o tumor primário estava localizado. A tecnologia da ZEISS se utiliza de raios-x de baixa energia e gera danos menores ao tecido saudável, eliminando ou reduzindo os possíveis efeitos colaterais associados ao método convencional como vermelhidão, sensibilidade, alteração na cor da pele, fadiga, fibrose de todo o tecido mamário e atraso na cicatrização de feridas.

O equipamento já está presente em grandes hospitais do país, como AC Camargo Câncer Center – Fundação Antônio Prudente Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo, além do Hospital São Rafael, em Salvador.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Assessoria de Comunicação ZEISS