16 de Dez de 2018

A chamada injeção intravítrea é uma terapia eficaz para barrar o comprometimento da visão provocado por algumas condições. Parece aflitivo? Pois saiba que o procedimento é rápido e causa pouco desconforto. Algumas doenças dos olhos provocam o surgimento de vasos sanguíneos anormais na retina e prejudicam sua função de formar as imagens. Como consequência, ocorre a perda progressiva e irreversível da visão.

É o caso da Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), que como o próprio nome sugere, consiste na deterioração da mácula (área central da retina) que processa os detalhes dos objetos. E também da retinopatia diabética, em que o excesso de açúcar no sangue é o responsável por afetar os vasos oculares. Além dessas doenças, o glaucoma de origem neovascular — que acomete o nervo óptico, cuja função é conduzir as imagens do olho ao cérebro – e as tromboses (quando vasos entopem e geram inchaço na retina) apresentam as mesmas complicações dos vasos anormais e, portanto, tem as injeções como recurso terapêutico.

O tratamento atua no bloqueio do mecanismo de proliferação dos vasos anômalos. No entanto, é necessário manter o acompanhamento e repetir o procedimento se houver recorrência da situação. Por mais aflitiva que pareça a introdução de uma agulha no olho, a injeção é praticamente indolor e dura poucos minutos. O paciente entra na sala e o médico aplica um colírio anestésico. Aí vem a picada e mais uns minutinhos de repouso. Em seguida, o paciente está liberado para voltar pra casa.

O tratamento é bastante seguro e as complicações, como infecção ou descolamento de retina, são muito raras. É natural que o paciente sinta um desconforto discreto após deixar a clínica oftalmológica, mas, no dia seguinte já pode retomar sua rotina. A exceção é a atividade física, que deve ser interrompida por um curto período, conforme orientação médica.

 

 

 

 

Fonte: Portal dos Olhos