Sucesso de bilheterias, os filmes em 3D caíram de vez no gosto do público brasileiro. Mas não é todo mundo que consegue ter a sensação de ver de perto um dinossauro ou acreditar que hamburgueres cairão do céu e estarão bem ao alcance das mãos. Essa dificuldade, na maioria das vezes, é causada por problemas de visão. Além disso, distúrbios neurológicos, labirintite e epilepsia podem fazer com que o telespectador deixe a sala de cinema direto para um consultório médico.

Não à toa, o deputado federal Décio Lima (PT) criou um projeto de lei para obrigar as salas de cinema a orientarem o público sobre os riscos da tecnologia 3D. O objetivo, segundo ele, não é fazer com que as pessoas deixem de ir ao cinema, mas divulgar que o 3D pode, sim, fazer mal à saúde. Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, a fadiga visual causada pela exposição ao 3D é dez vezes maior do que a gerada por ficar em frente ao computador.

O problema que pode afetar mais espectadores, de acordo com Leôncio, não está nas telas ou no esforço feito por cérebro e olhos, mas na falta de higienização dos óculos distribuídos nas salas. Antes de colocar os óculos, passe álcool gel que tenha ao menos 70% de concentração. E exija que eles estejam embalados.







Fonte: Portal Terra