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Escrito por Administrador    Ter, 13 de Julho de 2010 11:01    PDF Imprimir E-mail
Lentes Premium para catarata
Dr. Durval Carvalho

A implantação de uma lente dentro do olho, desde o início da década de 80, foi um grande avanço para a melhor qualidade de vida dos pacientes com catarata. Antes desta época, quando a catarata era retirada não se colocava nada em seu lugar, e como a catarata é identificada como uma lente de, geralmente, 22 graus, o que se fazia era prescrever um óculos “fundo de garrafa” para compensar a retirada da lente própria do olho. Uma das razões que nos levava a operar só quando a catarata estivesse muito madura, ou seja, com o paciente quase cego, era que usar um óculos de 12 graus era melhor que não enxergar.

O avanço tecnológico, dos últimos anos, foi tão grande que hoje já temos um aprimoramento e sofisticação das lentes intra-oculares . Atualmente existe um grupo de lentes para colocar dentro do olho, são lentes especiais que, na oftalmologia, têm sido denominadas como lentes Premiuns. São lentes específicas e sempre com a finalidade de favorecer a qualidade de vida do paciente.

Estas lentes podem ser agrupadas em lentes Tóricas, lentes Bifocais e lentes Acomodativas.

Lente Intra-ocular Tórica

Este tipo de lente tem uma forma que permite corrigir, além do grau (hipermetropia ou miopia), o astigmatismo. O astigmatismo é nada mais que um olho empenado, oval tipo uma bola de futebol americano. Este defeito no olho provoca uma deformidade na imagem tanto de perto como de longe, e que, ao olhar um objeto quadrado a imagem chega ao cérebro de forma retangular. A lente tórica tem uma forma que neutraliza aquela ação deformante do olho astigmático. Quem tem astigmatismo apresenta uma série de sintomas conforme a intensidade do problema. O mais comum a todos os graus é a fotofobia. Em graus maiores, as imagens são acompanhadas de sombra ou são deformadas, assim, atrapalhando o entendimento das letras.

É bom lembrar que estamos falando sobre corrigir graus de pacientes com catarata, e que o tratamento consiste em cirurgia para retirar o cristalino do olho e colocar uma lente artificial; para os jovens que ainda enxergam longe e perto que apresentam astigmatismo existe outras soluções mais simples.

Muito em breve teremos no mercado brasileiro uma lente Tórica Bifocal; esta lente é aguardada com grande expectativa porque será uma das soluções para corrigir a refração esférica (Hipermetropia e Miopia), o astigmatismo e também a vista cansada (presbiopia). A primeira pergunta quando se considera uma lente desta dentro do olho é se não vai mais precisar usar óculos. A resposta é que, mesmo tendo uma lente dentro do olho, corrigindo todos os tipos de graus, ainda em algumas situações, o óculos vai ser necessário porque a lente artificial não tem elástico para suprir todas as nossas necessidades. Por exemplo, se a lente dentro do olho ficar com grau ótimo para a leitura de 40 cm de distancia do olho, e a pessoa trabalha com a tela do computador a 70 cm, ela terá duas opções: chegar mais perto do computador ou usar um óculos para completar aquela distância.

Apesar de ainda não ser tão perfeito como a lente natural dos olhos, mas, pelo menos, melhora muito aquilo que tínhamos.

Lente Intra-ocular Bifocal

Já no início da década de 90 utilizávamos, no Brasil, lentes intra-oculares bifocais. O grande problema técnico é que, na mesma direção do eixo visual, conseguir um foco longe e outro perto sem que um atrapalhe o outro. Em óculos pode-se olhar na sua parte superior, no meio e embaixo na lente; na lente dentro do olho se olha apenas em um ponto porque ela está sempre acompanhando os movimentos, numa mesma posição. Anéis ou sulcos desenhados na superfície da lente permitem dividir a luz para perto e para longe; este é um recurso que está sendo mais utilizado para conseguir a bifocalidade visual com lentes intra-oculares . O grau de longe até que não perturba ver perto, porém quando se depara com um foco de luz longe, como farol de carro, em algumas pessoas, aqueles anéis da lente podem aumentar o tamanho da luz em questão.

Em 2004, depois de muitas melhoras no desenho destas lentes, começou uma nova época, porque as lentes, agora melhoradas, são bem mais confortáveis e aqueles halos nas luzes são perfeitamente toleráveis.

Todos gostaríamos que fossem lentes multifocais para substituírem com perfeição a lente natural dos olhos, e que os jovens utilizam antes dos 50, depois vem a vista cansada; pela nossa explicação anterior, é lógico que a lente artificial já faz muito em ser bifocal, porque como poderia dividir a luz mais vezes numa mesma direção? A quallidade da visão tanto longe como perto é boa, só que são lentes bifocais, isto é, vê-se bem além de 5m de distância e a mais ou menos 35 cm do olho; nos casos de trabalhar em distância intermediária como tocar piano, deverá complementar a distância com um óculos.

Sempre está havendo melhoramentos, e agora estamos aguardando a lente bifocal que também corrige astigmatismo. Uma outra novidade aguardada é a lente intra-ocular bifocal para colocar sobre uma lente monofocal, anteriormente implantada. 

Lente Intra-ocular Acomodativa

O princípio utilizado de dividir a luz para conseguir uma lente intra-ocular bifocal tem suas limitações, como por exemplo, para se conseguir adaptar a visão para ver em distâncias intermediárias. Muitas tentativas científicas têm sido realizadas para conseguir colocar uma lente dentro do olho que possa ir acomodando a visão de acordo com a distância do olho até ao objeto observado. Atualmente já no mercado, dois tipos de lentes já estão atendendo satisfatóriamente a função acomodativa. O princípio destas lentes é não dividir a luz e sim deixá-la flexível, a tal ponto que quando aperta-se o olho pelas pálpebras a lente dentro do olho é deslocada ligeiramente para frente permitindo a lente aumentar o grau e propiciando a visão mais próxima.

Como as coisas artificiais em geral não são perfeitas, porém, com estas lentes consegue-se uma boa visão para longe e uma boa visão intermediária; a visão realmente para perto não é confiável.

Em resumo, já existe no mercado uma série de alternativas que o oftalmologista cirurgião poderá lançar mão. Existe uma séria de limitações relacionadas ao tipo do olho, as patologias oculares, a profissão do paciente, a disponibilidade de lentes, a tecnologia cirúrgica, a experiência do cirurgião e os custos.

Dr. Durval é presidente do Conselho Deliberativo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Catarata e Implantes Intraoculares, e autor dos livros "Cirurgia de Catarata = Fixação e Implantes Secundários" e "Futebol = Melhore sua Performance Treinando a Visão". 


Site: www.catarata.med.br
Última atualização ( Ter, 13 de Julho de 2010 15:22 )
 

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