Acompanhamento médico é fundamental para evitar sequelas
As mudanças de temperatura, comuns neste período do ano em algumas regiões do País, aumentam em até 50% os casos de alergias oculares. “O problema pode atingir pacientes de todas as idades, causando reações imunológicas na córnea e conjuntiva, o que pode gerar a diminuição da transparência corneana e graves inflamações”. O alerta é da oftalmologista Carla Bastos.
A alergia ocular, também conhecida como conjuntivite alérgica, é uma infecção na conjuntiva (membrana que recobre o interior da pálpebra) causada por vírus e bactérias. De acordo com a especialista, entre os principais sintomas estão a coceira nos olhos, ardor, sensibilidade a luz, sensação de secura, dor na região ocular, vermelhidão, lacrimejamento e em alguns casos secreção na mucosa e edemas (inchaço) palpebrais ou da conjuntiva.
O tratamento é simples na maioria das vezes. Além do uso de colírios antialérgicos e lubrificantes, sob orientação médica, alguns cuidados especiais com a higiene das mãos e região afetada também podem auxiliar na reversão do quadro. De acordo com Carla Bastos, a dica serve também para evitar o contágio. “Lavar as mãos com frequência, lembrando-se de lavar o manípulo da torneira para evitar recontaminação, evitar coçar os olhos, expor a roupa de cama e travesseiros ao sol antes de usá-las, limpar o filtro do ar condicionado e evitar contato com ambientes sem ventilação diminui o percentual de propagação da doença”, aconselha.
A atenção também deve ser redobrada quanto a automedicação. “O procedimento pode camuflar inicialmente o problema, mas não sana os males que ele causa aos olhos e retarda o tratamento correto. É preciso um acompanhamento especializado. Caso já tenha feito uso de algum medicamento é necessário informar o médico”.
Fonte: Assessoria de Comunicação ICB Oftalmologia