A presidente da associação Espanhola do Síndrome de Sjögren (AESS), Jenny Inga afirmou que esta patologia demora a ser diagnosticada entre 8 a 10 anos, tempo em que o paciente “vai de especialista em especialista sem saber que doença tem”.
O Síndrome de Sjögren afeta nove mulheres por cada homem, pode aparecer a partir dos 40-50 anos. Esta doença danifica de forma crônica as glândulas de secreção externa especialmente as salivares (produtoras de saliva) e as lacrimais (produtoras de lágrimas). As complicações causadas aumentam com o tempo de forma lenta e progressiva.
As manifestações mais frequentes e típicas da doença são a secura bucal e ocular pela falta de saliva e lágrima. Pode aparecer alem disso secura nasal, da pele da vagina, sistema respiratório entre outros. Ao se tratar de uma patologia sistêmica pode afetar qualquer parte ou órgão do corpo causando entre outras dores articulares e inflamação das articulações, fadiga, afecções endócrinas, digestivas, hematológicas, musculares, neurológicas, pulmonares, renais ou vesiculares.
“Devido a estes sintomas, o Síndrome de Sjögren é uma doença que afeta progressivamente e de forma importante a qualidade de vida dos pacientes já que tem um efeito negativo sobre o estado físico, social e psicológico. Relativamente o tratamento destes sintomas, consiste em utilizar produtos substitutos de lágrimas e salivas, além do necessário para as outras afetações. Contudo a saliva e as lágrimas artificiais só produzem um alivio momentâneo da secura, pois não contem a quantidade de proteínas, enzimas, pequenas moléculas orgânicas e electrólitos naturais que os fluidos corporais possuem e que são essenciais para o mantenimento da saúde oral e visual.
Fonte: Medicina TV.com