24 de mar de 2026

Primeira expedição contou com o apoio da ZEISS e atendeu cerca de 480 pessoas

A primeira expedição do projeto Olhos do Xingu, idealizado pela ONG Médicos da Floresta, teve início em junho deste ano e possibilitou a realização de mais de 30 cirurgias de catarata e pterígio, além de 450 consultas gratuitas para a população indígena da região do Alto Xingu, no estado do Mato Grosso. As intervenções foram realizadas em pacientes já diagnosticados e a equipe de voluntários também realizou novas triagens, exames clínicos e a doação de óculos. A ZEISS, empresa de tecnologias ópticas, apoia o projeto desde sua idealização e, para esta primeira expedição, cedeu um microscópio cirúrgico OPMI 1 FR e uma lâmpada de fenda SL 120, que foram utilizados ativamente durante os procedimentos.

O projeto tem como principal objetivo proporcionar cuidados oftalmológicos com equipamentos de alta tecnologia para a população indígena de cidades e aldeias distantes e de difícil acesso. Para chegar a essas áreas, a expedição utilizou carros, barcos e avião. Os atendimentos, exames e cirurgias aconteceram nos hospitais públicos e postos de saúde de cada cidade atendida, sempre de maneira gratuita. No caso das aldeias, é montada uma pequena estrutura de acordo com as necessidades. A ONG tem como missão contribuir para a melhoria das condições de vida e a participação social em comunidades remotas.

"Nossa equipe, que participa de forma voluntária, é formada por profissionais da área da Saúde, incluindo oftalmologia, clínica médica, enfermagem e outros. Contamos também como apoio de instituições privadas que se identificam com a causa e apoiam o nosso trabalho, como é o caso da ZEISS", explica Dr. Celso Takashi Nakano, um dos idealizadores da ONG Médicos da Floresta e do projeto Olhos do Xingu.

Nova expedição

Está prevista para acontecer entre novembro e dezembro de 2016 a segunda expedição do projeto Olhos do Xingu. Cerca de dez voluntários da área da Saúde deverão participar. A nova viagem pretende realizar a abordagem de aproximados 400 habitantes, distribuídos em quatro aldeias da região sul do Xingu, no Mato Grosso.

População indígena

O médico oftalmologista Dr. Celso Takashi Nakano, a frente da ONG Médicos da Floresta e do projeto Olhos do Xingu, explica que a população indígena tem, por conta de seus hábitos, chances maiores de desenvolver problemas oculares. "A incidência solar é maior na região do Xingu e não existe o hábito de proteger os olhos ou a pele. Isso acelera processos de envelhecimento considerados naturais. No caso dos olhos, a catarata e o pterígio aparecem mais cedo e de maneira mais agressiva".

Além de ter mais chances de desenvolver essas condições, a população tem menos acesso aos possíveis tratamentos. "Levando tudo isso em conta, percebemos que um projeto social que atendesse essa demanda seria relevante e positivo", conclui o Dr. Takashi.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Assessoria de Comunicação ZEISS