Surtos de conjuntivites intensificam o mau uso do medicamento
Um pequeno desconforto nos olhos já pode ser o suficiente para muitas pessoas recorrerem às gotinhas de um colírio. Porém, o uso incorreto desse medicamento pode causar danos à visão ou encobrir problemas oculares graves. A oftalmologista Dra. Kátia Mello conta que durante o verão há um aumento de complicações decorrentes do uso indiscriminado desse remédio, já que nessa estação é comum a ocorrência de conjuntivites, alergias, inflamações e outras manifestações oculares entre a população.
“Os surtos de conjuntivites, entre outros problemas oculares comuns no verão, intensificam a utilização de colírios sem prescrição médica. As pessoas esquecem que o colírio é um medicamento, que tem uma ação e efeitos colaterais e, por isso, o seu uso precisa ser orientado por um especialista”, explica Kátia Mello. Catarata, glaucoma, úlceras na córnea e até cegueira são alguns dos problemas que o mau uso de colírios pode causar. A médica explica que para cada manifestação ocular há um colírio específico. “Até entre as conjuntivites, existem diferentes indicações, já que elas podem ser de origem alérgica, bacteriana ou viral”, orienta.
Mesmo os populares colírios vasoconstritores, utilizados para tirar a vermelhidão dos olhos, e que podem ser adquiridos sem receita médica, precisam de indicação do oftalmologista. O uso indiscriminado desse tipo de remédio pode propiciar o surgimento de catarata. Além disso, pessoas que usam antidepressivos ou que sofrem com problemas cardíacos ou respiratórios também são orientadas a terem cautela no uso desse medicamento.
A utilização de colírios de outras pessoas, a alta dosagem e a contaminação inadvertida do bico dosador são algumas das práticas mais comuns entre a população. “Ao utilizar um colírio, é importante ler atentamente as informações contidas na bula e seguir as orientações passadas pelo oftalmologista”, explica Kátia. De acordo com a especialista, os principais cuidados na hora de utilizar o colírio são: lavar bem as mãos antes de manusear o medicamento; não deixar a ponta do frasco tocar no olho; fechar os olhos por alguns minutos após a aplicação; não expor o frasco à luz e ao calor; não utilizar colírios por tempo maior do que o recomendado pelo oftalmologista; não usar colírios sem prescrição ou conhecimento do médico; nunca usar colírios de outras pessoas; e seguir sempre as recomendações do médico, inclusive na utilização de lentes de contato, que possuem colírios lubrificantes específicos, indicados pelo oftalmologista.
Fonte: Assessoria de Comunicação do Centro da Saúde Ocular Kátia Mello