09 de Abr de 2020

Vírus ataca as vias respiratórias pelo canal lacrimal. Carnaval aumenta o risco

Corona

O número de infeções respiratórias por coranavírus não para de crescer. Já atinge mais de 17 mil casos na China e se espalha em 23 países, incluindo o Brasil. O oftalmologista Dr. Leôncio Queiroz Neto, alerta que o vírus pode atacar as vias respiratórias pelo canal lacrimal. Basta colocar as mãos em uma superfície contaminada e depois tocar os olhos ou nariz. Isso porque, a superfície ocular está conectada ao nariz pelo canal lacrimal. “É isso que explica porque temos sensação de areia, vermelhidão e lacrimejamento quando somos atingidos por rinite, gripe ou resfriado”, afirma.

Por isso, nunca foi tão perigoso usar colírio sem prescrição, principalmente se o desconforto ocular vier acompanhado de tosse, espirro, coriza e febre que caracterizam a infecção por coronavírus, adverte. O pior é que pelo menos 4 em cada 10 brasileiros já chegam aos consultórios usando colírio por conta própria quando sentem algum desconforto nos olhos. “Se a irritação ocular estiver relacionada a uma contaminação por coronavírus a falta de atendimento médico facilita o desenvolvimento de uma infecção respiratória grave. Já nos olhos, o uso indiscriminado de colírios pode agravar doenças oculares e provocar catarata ou glaucoma quando a fórmula contém corticoide”, destaca. Os vasoconstritores conhecidos como adstringentes também não podem ser vistos como uma "aguinha" inócua. Isso porque, explica, podem elevar a pressão arterial se o ducto lacrimal não for ocluído durante a aplicação.

Queiroz Neto alerta que o coronavírus também pode ser contraído pelo ar, espirro, tosse e contato físico com pessoas contaminadas. Os grupos de maior risco são as crianças que estão com o sistema imunológico em desenvolvimento, idosos por serem naturalmente mais frágeis, diabéticos e pessoas com alguma doença pré-existente no sistema respiratório ou coração. 

Para dificultar uma epidemia global, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o uso de máscaras ajustadas sobre o nariz e  boca, além de óculos de proteção (EPI) por profissionais de saúde, parentes que têm contato com um familiar que contraiu o vírus e pelas pessoas contaminadas. Queiroz Neto afirma que os óculos comuns não evitam o contágio por serem abertos nas laterais. O contágio por coranavírus é semelhante ao da conjuntivite que exige afastamento da escola ou trabalho, mas pode trazer consequências mais graves pondera.

As principais medidas elencadas pelo oftalmologista para prevenir infecção por coronavírus são:

- Lavar as mãos com frequência.

- Evitar levar as mãos aos olhos e boca.

- Evitar aglomerações em locais fechados que facilitam a proliferação de vírus.

- Não compartilhar óculos, maquiagem, colírio, descongestionante nasal. talheres, toalhas e fronhas.

- Manter os locais arejados.

- Tampar a boca com lenço descartável para tossir ou espirrar.

- Beber bastante água.

Fonte: assessoria de comunicação do Instituto Penido Burnier