09 de Ago de 2020

Histórias de pacientes que venceram problemas de visão comprovam importância do check-up oftalmológico

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No próximo dia 10, é celebrado o Dia Mundial da Saúde Ocular, data estabelecida para chamar a atenção para a importância dos cuidados com a saúde dos olhos e mostrar à população os benefícios das medidas preventivas. Problemas de visão podem acarretar consequências no dia a dia – como perdas de oportunidades no mercado de trabalho, deficiências na aprendizagem e acidentes –, quando não é procurada ajuda médica. A prevenção pode fazer a diferença na qualidade de vida das pessoas. É o caso de Alberto Salles Paraíso Borges, 82 anos, coronel aposentado da Polícia Militar, que, após duas cirurgias, faz tratamento antigiogênico para assegurar que a degeneração macular relacionada à idade (DMRI) não prejudique o convívio familiar e nem seu maior hobby, a leitura: foram 15 livros somente este ano.

“Algumas doenças oculares são silenciosas, ou seja, podem ocorrer sem sintomas e prejudicar de forma importante e definitiva a visão. Uma consulta preventiva anual torna possível o diagnóstico precoce e a prevenção”, afirma a Dra. Milena Chibana, oftalmologista. “Também importante é acompanhar a mudança no grau dos óculos ou lentes de contato. Diante de tais alterações, deve-se ajustá-los periodicamente, após novo exame de refração com o médico oftalmologista”, comenta a especialista em catarata, retina e vítreo. No Brasil, mais de 1,2 milhões de pessoas são cegas. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em 60% a 80% dos casos a cegueira é resultado de causas previsíveis e/ou que poderiam ser tratadas. “Por isso a realização de exames oftalmológicos periódicos é decisiva“, reforça.

Conheça, abaixo, alguns depoimentos de pacientes que superaram problemas de visão e que mostram como a oftalmologia, com os cuidados e os avanços tecnológicos, pode melhorar o dia a dia das pessoas: 

Cega de um olho e descolamento de retina no outro

Naipes Xavier da Silva, 61 anos, é uma professora aposentada que já passou por diversos problemas de visão ao longo da vida. Em uma queda grave, aos seis anos de idade, perdeu a visão do olho direito, o que tornou os cuidados com o olho esquerdo ainda mais importante. Isso não a impediu de estudar e, mesmo carente, da zona rural de Riacho de Santana, na Bahia, se graduar em Pedagogia. Diabética, no entanto, em 2007, começou a perceber que havia algo errado com o olho esquerdo, com a perda de visão evoluindo muito rapidamente. “Quando olhava para a claridade, era como se estivesse caindo uma neblina, depois passei a ver flashes. Procurei um oftalmologista, que disse que poderia ser vista cansada, em um primeiro momento. Isso foi uns 15 dias antes de eu ficar cega”, relembra. Posteriormente encaminhada com urgência a um especialista, Naipes percorreu 1.000 quilômetros até Brasília, para se consultar com o Dr. Renato Braz Dias, uma indicação do oftalmologista de Bom Jesus da Lapa, na Bahia. “Sem condições financeiras e sem acompanhante, conseguiram para mim um carro da Prefeitura para me levar. Foi quando o Dr. Renato fez a cirurgia do meu olho: tinha descolamento da retina. Eu fiquei em Brasília por quatro dias. E voltei para casa enxergando”.

Seguindo as orientações no pós-operatório, se recuperou rapidamente, mas o problema voltou a acontecer dois anos depois, sendo novamente necessário realizar o procedimento cirúrgico, com sucesso. “Hoje sei ainda mais o quanto é importante a prevenção. Como eu só enxergava com um olho antes desse problema, eu sempre ia ao oftalmologista, duas vezes por ano. Hoje estou bem, vou a consultas e exames a cada 2 ou 3 meses, na minha cidade, e uso os medicamentos indicados, para fazer um acompanhamento de glaucoma, que surgiu posteriormente, para a doença não evoluir. O Dr. Renato Braz Dias é uma bênção em minha vida”, conclui.

Naipes Xavier da Silva foi atendida no INOB, em Brasília.

Sem sintomas, prevenção indicou a doença

Descolamento da retina também foi o problema enfrentado por Patrícia Teles, 37 anos, coordenadora de Recursos Humanos, que não apresentava sintomas. Foi a Dra. Milena Chibana que viu a gravidade do seu problema e a encaminhou para exames mais específicos. “Nesse dia que a conheci, tive a certeza que existem médicos que fazem o que gostam, que fazem de tudo para salvar e ajudar o seu paciente. Ela me passou tanta segurança, mostrou que não mediria esforços para salvar minha visão”, conta. Como seu caso não respondeu bem a inúmeras sessões de laser, a solução apontada foi tentar um tratamento, uma aplicação de gás (retinopexia pneumática) no interior do olho para obstruir a fissura, antes de partir para uma cirurgia. Procedimento delicado, Patrícia ficou 15 dias em repouso absoluto e praticamente o tempo todo em uma posição desconfortável, com a cabeça abaixada, sempre olhando para baixo. O esforço deu resultado. “Foi a melhor notícia da minha vida, não ia precisar fazer a cirurgia”, relembra a paciente, que mantém o acompanhamento médico.

“Fazia acompanhamento com frequência e, se não fizesse consultas preventivas, não teria descoberto o descolamento em tempo e poderia ter ficado cega. Por isso, falo para todos, acompanhamento com o oftalmologista é essencial”, diz Patrícia, que também destaca a importância de procurar clínicas bem equipadas e preparadas para atendimentos de maior complexidade.

Patrícia Teles foi atendida no HCLOE, em São Paulo. 

Melhora a cada sessão

Foi a dificuldade em enxergar o que estava escrevendo no computador que fez Emira Themis Adas Cunha, 80 anos, perceber que havia algo errado com a sua visão. Em consulta com a Dra. Milena Chibana, o diagnóstico de uma doença que afeta principalmente os idosos: degeneração macular relacionada à idade.

“Ela acertou de primeira no diagnóstico e no tratamento. Explicou tudo muito claramente e já conseguiu marcar em seguida a primeira aplicação, que já deu um resultado impressionante na melhora da minha visão. A minha visão melhora um pouquinho a cada sessão. Faço exames uma vez ao mês e, em seguida, passo em consulta para verificarmos os efeitos do tratamento. Sempre há uma pequena melhora. Quando fiquei mais de um mês sem retorno, a vista piorou muito e retomamos o tratamento, daí a importância do acompanhamento”, afirma.

Emira Themis Adas Cunha foi atendida no HCLOE, em São Paulo.

Cirurgia refrativa para a autoestima

O vilão de Angelita De Bona, 38 anos, sempre foi o astigmatismo. Aos 8 anos de idade, já tinha dificuldades de copiar o que a professora escrevia na lousa. Também não conseguia ficar sem os óculos no trabalho como supervisora de produção em uma confecção. “Na fase da infância e juventude, fui tratada com o uso de óculos. Já posso adiantar que resolvi um problema e achei outro. Sofria com baixa autoestima. Pois usar óculos na fase escolar era motivo de risos e chacotas. Na adolescência e juventude, já não riam ou me chateavam com isso, mas essa sensação já estava dentro de mim e eu me achava feia. Mas tinha também a maquiagem que ficava escondida, o incômodo de lentes sujas, embaçadas, perda dos óculos, enfim, muito mais, que só quem os usa sabe o quanto ajudam na visão, mas incomodam no dia a dia”, explica. 

Por volta dos 20 anos, foi informada por seu oftalmologista sobre a cirurgia refrativa que, na época, só era realizada em um hospital em Joinville, há 410 km da sua cidade. “Fiz acompanhamento, e, quando o grau estabilizou, aos 29 anos, fui mãe, e adiei os planos”, conta. A mudança na qualidade de vida de Angelita somente veio no ano passado, quando a Dra. Marcielle A. Ghanem realizou a tão sonhada cirurgia refrativa. Angelita diz que, se ao usar óculos a melhora da visão é significativa, após a cirurgia, poder ver a vida “sem ser através de um vidro”, é como pensava: “é maravilhoso, é lindo, até as cores ficam mais nítidas”. Completando um ano da operação, ela só se arrepende de não a ter realizado antes. “Não dói, é uma cirurgia rápida, e a recuperação, tranquila, seguindo as recomendações do pós-operatório. Costumo dizer que, depois da minha filha, a cirurgia foi a segunda melhor decisão que tomei na vida. Deveria ter feito 10 ou 12 anos antes. Hoje sou muito feliz e satisfeita com o resultado”, comemora.

Angelita De Bona foi atendida no Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem, em Joinville (SC).

De 30 graus de miopia para primaveras mais coloridas

Hoje autointitulada “Menina Feliz”, Maria do Rosário Souza Dias Santos, uma aposentada de 57 anos, teve que superar uma miopia degenerativa, descoberta aos cinco anos de idade. A visão reduzida lhe causou outros problemas, como um acidente em sua cidade natal, Rio Real, na Bahia. “Na época, não havia luz elétrica onde nasci. Para enxergar alguma coisa, eu tinha que colocar o rosto bem próximo à luz do candeeiro. Uma vez, pegou fogo no meu cabelo, foi um desespero para minha mãe. Até hoje tenho sequelas desse episódio”, ela conta.

Depois de muitos anos convivendo com a alta miopia, tudo mudou quando soube da chegada de um novo hospital oftalmológico em Salvador. “Lá conheci o Dr. Cristian Santa Cruz e a Dra. Fátima Garrido. Eles me encaminharam para fazer uma cirurgia com o Dr. Ruy Cunha”, lembra Maria do Rosário. Ela passou por aplicações de fotocoagulação a laser e também facectomia, uma das técnicas da conhecida cirurgia de catarata.

Ela não se esquece da data da primeira cirurgia: 27 de setembro de 1999. Para quem chegou a ter 29 graus de miopia em um olho e 30 no outro, a cirurgia foi um divisor de águas. “Voltei a estudar, me tornei empresária, promotora de eventos, corretora de imóveis, anjo do acolhimento no DayHORC e hoje a vida boa de aposentada fazendo meus sonhos de infância virarem realidade”, comemora. Ela também é palestrante sobre “a esperança de lutar e nunca desistir”, realiza ações sociais e afirma que vai escrever um livro. Suas formas de celebrar a vida só provam o quanto voltar a enxergar bem é transformador e decisivo no bem-estar das pessoas. “Dentro da simplicidade de querer ver todo ano as cores da primavera mais colorida, agradeço meus médicos amigos que nada os detêm de avançar com a tecnologia”, completa a paciente.

Maria do Rosário Souza Dias Santos foi atendida no DayHORC, na Bahia.

 

 

 

Fonte: assessoria de comunicação do Grupo Opty